LUDICIDADE E ENSINO DE CIÊNCIAS: O DESPERTAR DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL PARA ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
Palavras-chave:
Inclusão; jogos didáticos; educação ambiental.Resumo
A luta pela inclusão social tem sido alvo de debates e reflexões no contexto brasileiro, especialmente a partir das duas últimas décadas do século XX. A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais em assuntos que envolvam a grande área das Ciências, é foco de preocupação dos espaços formativos, principalmente pela mobilização/produção de saberes que respondam aos desafios impostos pela inclusão. Essa realidade torna-se evidente no desabafo dos docentes, que se esbarram na complexidade da matéria a ser transmitida - notoriamente, utilizar experiencias que circundem os sentidos motores (ver, ouvir, perceber visualmente, analisar, etc.), nem sempre é possível aos alunos com deficiência ou outras peculiaridades biológicas. Nesse sentido, o estudo em questão objetivou investigar o uso de jogos didáticos na apreensão de conceitos científicos, além de instigar a sensibilização dos estudantes sobre os impactos ao meio ambiente ocasionados pelas comunidades humanas, numa perspectiva inclusiva. O estudo desenvolvido é de base qualitativa, calcado em pesquisa-ação. A investigação foi conduzida em escola de nível técnico, localizada no município de Vitoria- ES. Os sujeitos do estudo abarcam 20 alunos com necessidades especiais, matriculados no curso técnico de mecânica industrial. Após roda de conversa inicial, foram aplicados com os alunos, quatro jogos didáticos relacionados aos conceitos de ecologia e meio ambiente. Por intermédio do estudo proposto, postula-se que a adoção de metodologias lúdicas, tornou propício o ensino de educação ambiental, incentivando as relações interpessoais e o trabalho colaborativo. Extrapolando a simples aquisição de habilidades conteudistas, o uso de jogos numa perspectiva inclusiva, permite aos cidadãos em formação, a percepção de que a inclusão não é boa somente para quem demanda de um mundo adaptado. Para além de seu caráter “descontraído”, contribuiu significativamente como fonte de conhecimento, e para a adoção de posturas socialmente relevantes e mais democráticas.