O DILEMA BIOÉTICO E RELIGIOSOS DO SMA:
Perspectivas de Bonhoeffer
Palavras-chave:
Suicídio Mediacamente Assistido (SMA), Bioética, Teologia, Dietrich Bonhoeffer, AutonomiaResumo
O presente artigo busca abordar o Suicídio Medicamente Assistido (SMA) sob uma perspectiva teológica e bioética, para isso, utiliza o pensamento de Dietrich Bonhoeffer. O SMA é um dilema influenciado por tradições religiosas, muitas vezes tratado sem análise crítica. A ética de Bonhoeffer, teólogo luterano, oferece provocações para refletir o tema de modo crítico, integrando teologia e bioética. Diante de questões que buscam conciliar a autonomia do paciente, a sacralidade da vida e as implicações sociais do SMA, evitando julgamentos baseados apenas em dogmas religiosos, Bonhoeffer pode oferecer elementos significativos. Assim o artigo quer analisar a perspectiva de Bonhoeffer sobre o SMA. De modo a explorar suas ideias sobre dignidade humana, autonomia e responsabilidade, e avaliar sua aplicação ao contexto atual do SMA. O artigo diferencia SMA de eutanásia (EUT), destacando a autonomia do paciente. Bonhoeffer defende a vida como dom divino, mas reconhece a liberdade humana para o sacrifício altruísta. Discute-se o conflito entre violência e o próprio SMA como destruição da vida e a autonomia como direito à autodeterminação. Com ênfase em justiça social: a falta de cuidados paliativos pode tornar a "escolha" do SMA coerciva. Instituições religiosas, como a luterana, evoluíram de condenações a abordagens compassivas, refletindo nuances entre suicídio egoísta e sacrifício. Bonhoeffer não oferece respostas definitivas, mas ressalta a complexidade ética: a vida é sagrada, porém a autonomia e o contexto socioexistencial devem ser ponderados. O SMA, em casos extremos, pode ser visto como sacrifício e não suicídio, exigindo discernimento entre responsabilidade moral e compaixão. O debate requer integração de teologia, bioética e justiça social.


